A propriedade é um roubo!

Precisamos superar o gap de enxergar o registro como escotilha de salvação da propriedade privada.

Bobagem. O registro é instrumento, não fim.

A locação social, os direitos parcelares, as concessões, as enfiteuses, as locações transpessoais, e a multidão de “novos” velhos direitos são uma recuperação engraçadíssima dos modelos medievais.

Chegaremos a uma latitude em que para pôr fim a essa trama inexpugnável de direitos sobre direitos será necessária… uma revolução francesa! Que entre outras coisas, à guisa de destruir a ordem jurídica medieval, aboliu a pletora multifária de direitos reais, “liberalizando” a terra. Daí o nascimento da tipicidade de direitos reais… a teoria de numerus clausus dos direitos das coisas.

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