<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Observatório do Registro &#187; Registro de Imóveis</title>
	<atom:link href="http://cartorios.org/tag/registro-de-imoveis/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cartorios.org</link>
	<description>Registradores brasileiros na Internet</description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 May 2012 19:36:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='cartorios.org' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://1.gravatar.com/blavatar/7c5bcc73520991419f581a260e367af1?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>Observatório do Registro &#187; Registro de Imóveis</title>
		<link>http://cartorios.org</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://cartorios.org/osd.xml" title="Observatório do Registro" />
	<atom:link rel='hub' href='http://cartorios.org/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>O registro da averbação e a imponderável principalidade do acessório</title>
		<link>http://cartorios.org/2009/05/03/o-registro-da-averbacao-e-a-principalidade-do-acessorio/</link>
		<comments>http://cartorios.org/2009/05/03/o-registro-da-averbacao-e-a-principalidade-do-acessorio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 May 2009 23:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iacominvs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartórios]]></category>
		<category><![CDATA[Crédito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Hipoteca]]></category>
		<category><![CDATA[Propriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Registro de Imóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Subrogação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cartorios.org/?p=693</guid>
		<description><![CDATA[A recente Lei 11.922, de 13.3.2009, sancionada pelo Presidente Lula, é um estranho corpo legal enquistado no sistema do crédito imobiliário. O diploma tem origem na MP 445, de 6 de novembro de 2008, que dispunha sobre a dispensa de recolhimento de parte &#8230; <a href="http://cartorios.org/2009/05/03/o-registro-da-averbacao-e-a-principalidade-do-acessorio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=693&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-745" title="sombra" src="http://registradores.files.wordpress.com/2009/05/sombra.jpg?w=500" alt="sombra"   />A recente <a title="Lei 11.922, de 13 de abril de 2009" href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11922.htm" target="_blank">Lei 11.922, de 13.3.2009</a>, sancionada pelo Presidente Lula, é um estranho corpo legal enquistado no sistema do crédito imobiliário.</p>
<p>O diploma tem origem na <a title="MP 445, de 2008" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/445.htm" target="_self">MP 445, de 6 de novembro de 2008</a>, que dispunha sobre a dispensa de recolhimento de parte dos dividendos e juros sobre capital próprio pela Caixa Econômica Federal.</p>
<p>Logo a matéria entraria em discussão na Câmara Federal. No seu itinerário, várias emendas foram apresentadas; outras tantas oferecidas pelo Senado e afinal, consolidadas e votadas, foram encaminhadas à sanção. A tramitação e seus acidentes podem ser acompanhados <a title="Lei 11.922, de 13 de abril de 2009 - votação " href="http://www2.camara.gov.br/proposicoes/loadFrame.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_lista.asp?fMode=1&amp;Ano=2008&amp;Numero=445&amp;sigla=MPV" target="_blank">aqui</a>. </p>
<p>A questão mais delicada desta lei, vista da perspectiva dos registros públicos e do direito civil &#8211; para não falar do Crédito Imobiliário como um todo -, reside nos arts. 7º e 8º da citada lei, <em>verbis</em>:</p>
<blockquote><p>Art. 7º. Fica dispensado o registro de averbação ou arquivamento no Registro de Imóveis e no Registro de Títulos e Documentos do aditivo contratual de que trata o art. 5º desta Lei.</p>
<p>Art. 8º. Os contratos renegociados, nos termos desta Lei, poderão ser transferidos, mediante acordo entre as partes, com anuência expressa da instituição financeira credora, mediante a simples substituição do devedor.</p></blockquote>
<p><span id="more-693"></span>Aparentemente, houve cochilo do legislador que, com o dispositivo, pode abalar o edifício que sustenta o regime dos direitos reais no país, mantido e prestigiado pelo novo diploma civil de 2002.</p>
<p>Uma leitura radical e uma exegese literalista levaria à conclusão de que a transferência dos bens imóveis, nas condições previstas na lei, dar-se-ia fora do registro, contrariando, frontalmente, dispositivos legais cravados no Código Civil (art. 1.245).</p>
<p>Evidentemente, esta exegese não pode prosperar, sob pena de se consumar uma verdadeira <em>grotesquerie</em>.</p>
<p>O acidente legislativo ocorreu a partir da emenda oferecida pelo ilustre deputado baiano Nelson Pellegrino (PT). Apresentada a <a title="Emenda 11 à MPV 445, de 2008" href="http://www2.camara.gov.br/proposicoes/loadFrame.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_lista.asp?fMode=1&amp;Ano=2008&amp;Numero=445&amp;sigla=MPV" target="_blank">11.11.2008</a>, a dita emenda, sem o crivo crítico das várias comissões, acabou se acomodando no texto consolidado e afinal sancionado.</p>
<p>O dep. Nelson Pellegrino singelamente justificou a inserção da matéria nos seguintes termos:</p>
<p style="padding-left:30px;">Muitas têm sido as iniciativas parlamentares da Câmara dos Deputados no sentido de apresentar adequada solução para os financiamentos do Sistema Financeiro da Habitação formalizados sem a cobertura do FCVS Fundo de Compensação de Variações Salariais e que ainda hoje se encontram desequilibrados financeiramente.</p>
<p style="padding-left:30px;">A presente emenda reflete um entendimento a respeito dessa questão que é fruto de inúmeros debates ocorridos nos últimos anos tanto na Comissão de Desenvolvimento Urbano como na de Finanças e Tributação com a participação, inclusive, a convite desta Casa, de representantes e técnicos da Caixa Econômica Federal, do Poder Executivo e dos agentes financeiros privados.</p>
<p>Visou, de maneira acertada, corrigir o desequilíbrio contratual que afeta (e afetará) um grande número de mutuários e seus agentes prestamistas, causando certa instabilidade no sistema.</p>
<p>Mas teria sido necessário, à guisa de ilusória economicidade, chegar ao ponto de subverter a boa ordem que impera no sistema de direitos reais do país?</p>
<p>Claro que não.</p>
<p><em><strong>Registro da averbação</strong></em></p>
<p>A iniciativa padece de inúmeros equívocos técnicos e pode representar um risco lateral que talvez não tenha sido antevisto na alvura das boas intenções que sempre embalam iniciativas legislativas que-tais.</p>
<p>Em primeiro lugar, é preciso dar o devido desconto para os casos de profanação de cânones jurídicos e linguísticos por quem, embora sendo advogado &#8211; como é o caso do ilustre parlamentar &#8211; não é afeito à matéria técnica-registral. </p>
<p>Não é adequado dizer-se &#8220;registro de averbação&#8221;, que são, juntamente com a matrícula,  espécies do mesmo gênero (art. 167 e 172, dentre outros, da Lei 6.015, de 1973).</p>
<p>A expressão não faz qualquer sentido e talvez o autor quisesse mesmo, ao atropelo da lógica, abarcar as duas hipóteses, no afã de não se flagrar impotente depois, em face da perícia exegética do intérprete que destrinça, com espírito e argúcia, o traço imperito do legislador. Anteviu, com rara sensibilidade, que os exegetas, com seus ardis interpretativos verdadeiramente diabólicos, há muito deixaram de se fiar na <em>mens legislatoris </em>para aplicação das leis que são ditadas, como se sabe, pelo alto espírito técnico e científico e soberano interesse social.</p>
<p>É certo que há muito caiu, dissolvida na absoluta irrelevância, certas distinções fundamentais &#8211; como a <em>principalidade</em> do ato de registro e a <em>acessoriedade</em> da averbação. Este embrutecimento se deve à boa alma brasileira que exercita o padrão de comportamenteo social que a caracteriza: <em>unidos,</em><em> </em><em>levando </em><em>vantagem em tudo</em>. No caso, na cobrança inferior de emolumentos à custa do operador jurídico encarregado do nobre ofício.</p>
<p>E tudo teria sido tão fácil&#8230; Bastaria agregar, ao saldo devedor apurado no inciso I do art. 5º desta estranha lei, o valor dos emolumentos &#8211; procedimento, aliás, já autorizado pelo Banco Central, p. ex., no empréstimo rural (cfr. <a title="Res. 3.638, de 26 de novembro de 2008" href="https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=108114724&amp;method=detalharNormativo" target="_blank">Res. 3.638, de 26 de novembro de 2008</a>, art. 2º, <a title="Res. 3.515, de 30 de novembro de 2007" href="https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?N=107381218&amp;method=detalharNormativo" target="_blank">Res. 3.515, de 30 de novembro de 2007</a>). </p>
<p>Também não calha à boa técnica jurídica a idéia de se vedar o &#8220;arquivamento&#8221;, no Registro de Imóveis, do &#8220;aditivo contratual&#8221;. Por uma simples e boa razão: não se &#8220;arquivam&#8221; no Registro de Imóveis títulos que não sejam os registrados ou averbados (art. 194 da LRP).</p>
<p>Por outro lado, o art. 7º desta estranha Lei, ao prever a dispensa do registro da transferência,  cria uma antinomia insuperável ao colidir frontalmente com o disposto art. 169 da Lei de Registros Públicos, que prevê a obrigatoriedade do registro para a produção de todos os seus regulares efeitos.</p>
<p>A obrigatoriedade do registro, com o sentido de manifestar a situação jurídica dos bens de forma perene e organizada, encontra, nesta lei, uma espécie de clandestinidade de segundo grau. Ao negar o acesso dos títulos à publicidade registral, a estranha lei fá-los fluir pelos escaninhos labirínticos da administração.</p>
<p>Na tutela deste acervo, troca-se a pena perita do escriba e os arquivos públicos pela opacidade e irracionalidade burocrática do monstro.</p>
<p><em><strong>L&#8217;esprit de la loi</strong></em></p>
<p>Entendamos o espírito da lei.</p>
<p>Busca-se uma solução para legião gaveteira, que gravita o sistema como opacos sujeitos de parcos direitos. Afinal, meros ocupantes de imóvel financiado, os adquirentes informais se achavam sujeitos a riscos por não poderem contar com mecanismos ágeis de alienação com subrogação da dívida nas condições originais.</p>
<p>O Sistema Financeiro, por outro lado, alegava desequilíbrio nos contratos e sempre exigiu, com base em Lei, a interveniência obrigatória da instituição financiadora para o caso de alienação (art. 1º, § único, da <a title="Lei Federal 8.004, de 1990" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8004.htm" target="_blank">Lei 8.004, de 1990</a>). </p>
<p>A expressão chave desta estranha lei é <em>simples substituição de mutuário</em> - como se a substituição do mutuário não implicasse uma profunda mutação no plexo de direitos subjetivos que se formam a partir do núcleo do negócio de financiamento imobiliário.</p>
<p>Vamos afastar a hipótese prevista no item III, do art. 5º, por sugerir &#8211; só sugerir! &#8211; que o procedimento seja o adequado &#8211; prorrogação do prazo da hipoteca ou sua substituição pela alienação fiduciária.</p>
<p>Nas demais hipóteses, troca-se, simplesmente, Tício por Mévio, mediante a assinatura num <em>aditivivo </em>contratual, roborando disposições que vêm perfeitamente delienadas para se afastar o demônio do &#8220;desequilíbrio financeiro&#8221;. </p>
<p>E pronto! É o contrato solúvel, que se arma e desarma ao gosto da banca.</p>
<p>Mas as coisas não são tão simples assim.</p>
<p><em><strong>O gaveteiro contumaz</strong></em></p>
<p>O gaveteiro (qualificado na lei por <em>ocupante do imóvel</em> &#8211; art. 3º, inc. II), já munido de um contrato opaco, firma um outro, agora com o alienante subrogante e o agente financeiro e o destino, por incrível que pareça, é o mesmo limbo jurídico, agora representado pelos escaninhos obscuros das instituições do crédito imobiliário. Não há o efeito da publicidade imobiliária, com o sentido próprio e técnico da palavra, nem se irradia a eficácia jurídica que só um bom sistema registral pode proporcionar.</p>
<p>A lei institucionalizou o contrato de gaveta de segundo grau!  </p>
<p><em><strong>A principalidade do acessório</strong> </em></p>
<p>Tomemos um exemplo prático.</p>
<p>Tício transfere seus direitos e obrigações a Mévio (arts. 3ºe 5º). Este fica subrogado  nas obrigações originárias de Tício para com Semprônio, prestamista (art. 5º, §§ 1º e 2º), salvo as estipulações ou outras alterações que o sistema lhe impuser (cautelas elencadas nas cláusulas gerais do art. 5º). </p>
<p>O fato digno de nota é que a garantia hipotecária acha-se inteiramente apoiada e vinculada ao direito de propriedade de Tício (art. 1.419, do CC), que já não integra a relação que se estabelece pelo contrato aditivo de <em>simples substituição do devedor. </em>Segundo a lei, ele, Tício, ainda é tido e havido como o legítimo proprietário. É o que reza o art, 1.245, § único do Código Civil:</p>
<blockquote><p>Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.</p>
<p>§ 1º. Enquanto não se registrar o título translativo, <em>o alienante continua a ser havido como dono do imóvel</em>.</p></blockquote>
<p>Pode ter o bem penhorado por outras dívidas, por exemplo. É que, apesar do contrato aditivo, Tício sustenta a inabalável presunção de ser o proprietário, com todas as consequências daí decorrentes, respondendo todo o seu patrimônio &#8211; aí incluído o bem hipotecado &#8211; por todas as dívidas, presentes e futuras (art. 391 do NCC). Pensemos nos créditos privilegiados para termos uma idéia dos riscos inerentes a esta aventura. </p>
<p>Por outro lado, os terceiros não serão afetados pelo contrato de gaveta de segundo grau criado pelo gênio legislativo &#8211; e isto pela boa razão de que os títulos não registrados não podem ser opostos a terceiros. É o efeito de inoponibilidade que decorre como sanção pelo não-registro (art. 169  da Lei de Registros Públicos).</p>
<p>Nesta quadra, merece transcrição o art. 252 da LRP:</p>
<blockquote><p>Art. 252 &#8211; O registro, enquanto não cancelado, produz todos os efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido.</p></blockquote>
<p>Será cabível imaginarmos que Mévio, para defesa de seu direito contra eventual ataque, tivesse que lançar mão do § 2º do art. 1.245 do Código Civil? (&#8220;Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel&#8221;). Mas será o registro inválido? Ou será simplesmente defeituoso o contrato firmado sob as bênçãos do agente do crédito imobiliário?</p>
<p>Vejam como a lei afronta o claro direito do cessionário de ver averbada a cessão no Registro Imobiliário, nos exatos termos do art. 289 do C ódigo Civil (&#8220;O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel&#8221;).</p>
<p>Enfim, aos mesmos e multifários problemas que o gaveteiro se sujeita, o de segundo grau também experimentará.</p>
<p>Por exemplo, ocorrendo a morte de Tício, a propriedade se transferirá, <em>ipso facto, </em>a todos os seus herdeiros legítimos ou testamentários, que poderão pleitear (e haverão de alcançar) o registro da partilha. </p>
<p>Imagine-se o trabalho (e o custo) para se cancelar este registro&#8230; Não terá sido mais fácil, cômodo, econômico providenciar, desde logo, o registro do aditivo?</p>
<p><em><strong>Fim do contrato, início da faina</strong></em></p>
<p>Imaginemos o cenário que se desenha com a realização do contrato. Cumprido o instrumento de gaveta de segundo grau, já com a dívida inteiramente quitada, será necessário que se realize e transferência regular e efetiva do imóvel, pois o contrato aditivo previsto nesta lei é um arremedo de alienação imobiliária. Pretender a mutação jurídico-real por seu intermédio é o mesmo que esperar a reprodução de eunucos.</p>
<p>Voltando ao nosso caso, pensemos que, nos casos mais comuns, poderá ter transcorrido muito tempo desde a assinatura do aditivo e o término do contrato, tudo dependendo do prazo pactuado para integral pagamento.</p>
<p>Aqui começa o calvário de quem necessita localizar a contraparte do contrato original para firmar agora o contrato definitivo. </p>
<p>Percebem como a história contratual se repete como farsa? Isto assemelha-se a um compromisso de compra e venda, porém, neste caso, desarmado da eficácia real que robustece todo o contrato de promessa tradicional registrado.</p>
<p>De que ação se armará Mévio para o caso de não obter a definitiva? Adjudicação compulsória, obrigação de fazer, usucapião&#8230; medidas judiciais que certamente haverão de sobrecarregar o Judiciário, onerar o cidadão e causar muito aborrecimento para as partes.</p>
<p>Como se vê, a fortaleza do registro milita contra a dinâmica subreptícia dos contratos de gaveta de segundo grau, agora lamentavelmente oficializados.</p>
<p><em><strong>Cadeia oficial da clandestinidade</strong></em></p>
<p>O art. 8º da Lei traz um dispostivo digno de figurar na história da teratologia jurídica:</p>
<blockquote><p>Os contratos renegociados, nos termos desta Lei, poderão ser transferidos, mediante acordo entre as partes, com anuência expressa da instituição financeira credora, mediante a simples substituição do devedor.</p></blockquote>
<p>Se soubesse do que se trata, poder-se-ia imaginar que o deputado baiano visou inaugurar, entre nós, o sistema de transmissão de bens imóveis com força no contrato, <em>solo consensu, </em>isto é, com o só acordo de vontade, independentemente do Registro. Mudamos o sistema &#8211; de marcada feição tudesca &#8211; para o sistema francês.</p>
<p>Mas há o Código Civil e há ainda a larga e respeitável tradição do direito brasileiro, que desde Lafayette, considera o sistema brasileiro como sendo estruturado com base na teoria do título e modo. Entre nós, o registro é constitutivo do direito.</p>
<p>Depois, sabe-se que somente pode alienar (e dar em garantia) quem seja o proprietário (cfr. art. 1.420 do NCC). Sabemos também que somente é proprietário quem registra o seu título. Estes elementos formam o assoalho, vamos dizer assim, do Direito Brasileiro, como até as pedras sabem e proclamam. Como poderá Mévio, no exemplo formulado, transferir os seus direitos e obrigações a Semprônio se não os titulariza em plenitude? Mévio não é legalmente o proprietário, logo não pode alienar o que não tem - <em>n</em><em>emo plus iuris ad alium transferre potest quam ipse haberet.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O mesmo problema já apontado anteriormente se renova e potencializa. Posto que a alienação ainda estará pendente de se consumar, a cadeia de sucessores reclama o retorno à origem. E no início era o Registro!</p>
<p>Enfim, a lei criou a <em>cadeia oficial da clandestinidade</em> e esta inovação só pode merecer o qualificativo de teratológica. </p>
<p><em><strong>O desate do nó górdio e a segurança jurídica do crédito imobiliário</strong></em></p>
<p>A Lei 11.922, de 2009, criou uma situação que pode inocular o germe da instabilidade que se traduz por insegurança jurídica &#8211; situação que deveria infundir o terror no sistema do crédito imobiliário.</p>
<p>Como, portanto, impedir que o vírus que se insinua neste sistema se irradie e contamine os seus institutos?</p>
<p>É possível construir uma exegese integrativa do conjunto normativo que rege a matéria, para não pôr em risco todo o sistema do crédito imobiliário por fissuras que podem abrir o dique desta imensa represa constituída de milhões de contratos hipotecários já registrados.</p>
<p>O art. 1º, parágrafo único, da <a title="Lei 8.004, de 1990" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8004.htm" target="_blank">Lei 8.004, de 1990</a> (na redação que lhe deu a <a title="Lei 10.150, de 2000" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10150.htm#art19" target="_blank">Lei 10.150, de 2000</a>), reza que: </p>
<blockquote><p>A formalização de venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão relativas a imóvel financiado através do SFH dar-se-á em ato concomitante à transferência do financiamento respectivo, com a interveniência obrigatória da instituição financiadora.</p></blockquote>
<p><em>A contrario </em>do referido parágrafo único, pode-se sustentar que a transferência do financiamento (alvo perseguido pela lei) somente poderá se dar em ato concomitante com a formalização da venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão relativas a imóvel financiado através do SFH.</p>
<p>O ato de<em> formalização</em> aponta para o preenchimento dos requisitos essenciais para que se dê a mutação jurídica &#8211; título e modo, vale dizer: título e registro. Sem o registro não se completa a mutação jurídica que avaliza todo o edifício da garantia hipotecária.</p>
<p><em><strong>Conclusões</strong></em></p>
<p>Como já dissemos, esta lei é teratológica e certamente não honra as tradições do crédito imobiliário no país.</p>
<p>Atravessamos as crises que abalaram os mercados hipotecários mundiais por contarmos com um sistema de crédito imobililário bem estruturado, ágil, dinâmico e um excelente Registro de Imóveis a serviço da mobilização do crédito.</p>
<p>É preciso confiar que o Sistema de Crédito Imobiliário deste país se aperceba do grande equívoco que esta lei representa. É preciso chamar à mesa de discussões representantes da Abecip &#8211; Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança, que são os maiores especialistas nesta matéria, representantes da Caixa Econômica Federal, técnicos do governo, para tentar acabar, de uma vez por todas, com iniciativas atabalhoadas que nascem, fundamentalmente, do preconceito e do desconhecimento do sistema registral brasileiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/registradores.wordpress.com/693/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/registradores.wordpress.com/693/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=693&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cartorios.org/2009/05/03/o-registro-da-averbacao-e-a-principalidade-do-acessorio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b42e9675f12546e9af0da5c05877482e?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">iacominvs</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://registradores.files.wordpress.com/2009/05/sombra.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">sombra</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Regularização fundiária e sanção premial</title>
		<link>http://cartorios.org/2008/12/20/regularizacao-fundiaria-e-a-sancao-premial/</link>
		<comments>http://cartorios.org/2008/12/20/regularizacao-fundiaria-e-a-sancao-premial/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 00:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iacominvs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartórios]]></category>
		<category><![CDATA[Registro de Imóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Funai]]></category>
		<category><![CDATA[Paraisópolis]]></category>
		<category><![CDATA[regularização fundiária]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://registradores.wordpress.com/?p=382</guid>
		<description><![CDATA[Nesta semana, veio ter às minhas mãos um procedimento administrativo instaurado a pedido de um registrador paulistano que oferece sugestões à Primeira Vara de Registros Públicos para se implementar uma peculiar regularização fundiária na Capital de São Paulo. Cumprindo determinação &#8230; <a href="http://cartorios.org/2008/12/20/regularizacao-fundiaria-e-a-sancao-premial/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=382&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, veio ter às minhas mãos um procedimento administrativo instaurado a pedido de um registrador paulistano que oferece sugestões à Primeira Vara de Registros Públicos para se implementar uma peculiar regularização fundiária na Capital de São Paulo.</p>
<p>Cumprindo determinação judicial &#8211; que, na verdade, representa uma rara oportunidade de contribuir com a regularização fundiária em nossa cidade -, os registradores prestarão informações e oferecerão sugestões para que a tal regularização fundiária seja real e efetiva.</p>
<p>Para não cair na tentação de acompanhar as conclusões dos que me antecederam, procurei deter-me um tanto no assunto. Deparei-me, então, com uma barreira aparentemente intransponível, ponto a que sempre chego e que reputo como essencial. Trata-se de um nódulo de caráter econômico e que pode ser expresso muito singelamente na questão: como estimular o ocupante de áreas irregulares a regularizar e legalizar o seu lote?</p>
<p>A resposta não é tão simples. Basta pensar no desenvolvimento que o tema vem merecendo na doutrina especializada, cujo maior expoente é o jurista brasileiro Edésio Fernandes. Centenas de livros estão devotados ao assunto, que envolve especialistas de várias áreas e tem, justificadamente, um marcado tratamento multidisplinar.</p>
<p>Como registrador, a minha tendência, como a de muitos de meus colegas, é centrar o foco nos aspectos relacionados ao núcleo da regularização, dita fundiára, de <em>fundus &#8211; fundus est omne quidquid solo tenetur </em>-, o que, por fenômeno de antonomásia, nos remete sempre à idéia de regularização fundiária registrária, tendo por objeto material os direitos relativos à propriedade e as acessões urbanas.<span id="more-382"></span></p>
<p>Os aspectos jurídicos sempre absorvem a reflexão daqueles que estudam o fenômeno, mesmo quando o assunto se relaciona estritamente à regularização urbanística.</p>
<p>Mas algo sempre remanesce como uma espécie de núcleo duro a equacionar a regularização fundiária. Organizamos e classificamos os efeitos do fenômeno da manifestação da vontade e do interesse juridicamente tutelado em sofisticados modelos teóricos, mas não abarcamos inteiramente o conteúdo do tal interesse legitimário. A vontade, como impulso da mutação jurídica, está localizada muito além das fronteiras do mundo conhecido do Direito. <em>Hic sunt leonis!</em></p>
<p>O que impulsiona as pessoas a ingressar (ou não) no arco da legalidade formal?</p>
<p>Sabemos que ser &#8220;ilegal&#8221; é &#8220;legal&#8221;, nos vários sentidos que a frase encerra. Tanto a tutela judicial da posse, bastante efetiva aliás, desvestida dos complexos direitos que se armam a partir de justos títulos, quanto as vantagens econômicas que se auferem tão-só por manter-se alguém alheio ao contrato social que envolve, logicamente, um plexo de direitos e obrigações, tudo isso compõe as peças desse difícil jogo da regularização.</p>
<p>Ser &#8220;ilegal&#8221; é &#8220;legal&#8221;, é bacana, dá visibilidade política e rende contratos de assessoria jurídica-popular, além de vantajosos instrumentos celebrados como espécie de homologação paralegal (vide meu artigo <a href="http://www.irib.org.br/notas_noti/boletimel2325.asp">O valor do Registro</a>, publicado no BE-Irib).</p>
<p>Sempre volto ao mesmo ponto: como trazer essas pessoas para a legalidade, já que se quedar à margem do Registro pode representar um excelente negócio?</p>
<p>Ainda não terminei a informação no dito processo. Mas fui despertado por uma matéria publicada no jornal eletrônico Capital News, intitulada <a href="http://www.capitalnews.com.br/ver_not.php?id=63071&amp;ed=Regional&amp;cat=Not%C3%ADcias" target="_self">Indígenas trocam declaração da Funai por registro civil</a>, que pode ser lida abaixo.</p>
<p>A matéria noticia que os indígenas estão trocando a declaração da Funai pelo registro civil. Diz Margarida Nicoletti, coordenadora regional da Funai, que os índios estão, cada vez mais, procurando os registros civis.</p>
<p>Qual a razão fundamental desse comportamento?</p>
<p>O jornal nos dá algumas pistas ao referir que a &#8220;medida garante aos indígenas serviços que exigem o documento, como abertura de contas em banco, matrículas na faculdade e emissão da carteira de motorista&#8221;.</p>
<p>A coordenadora regional da Funai resvala no núcleo do problema, ao identificar nesta tendência, a manifestação de vontade orientada como um verdadeiro ato afirmativo de cidadania. Declara que &#8220;cada vez mais os índios estão procurando estes serviços, que são direitos de todos os brasileiros&#8221;.</p>
<p>Mas os índios não buscam mais direitos do que as vantagens que deles sensivelmente derivam. Trata-se de um elementar cálculo econômico. O registro civil representa maior interesse na obtenção de vantagens econômicas de cujos sinais visíveis &#8211; abertura de contas em bancos, matrículas na faculdade, carteiras de motorista etc. &#8211; são um índice expressivo. O não-registro passa a ser visto como um obstáculo à realização de interesses econômicos.</p>
<p>No final, são estes atrativos que dão alento a campanhas nacionais para debelar o subregistro &#8211; não o vazio discurso de afirmação jurídico-política.</p>
<p>Voltando ao nosso tema, qual a vantagem econômica que o cidadão poderia auferir com a regularização fundiária?</p>
<p>A regularização envolve, muitas vezes, investimentos muito superiores às forças econômicas da comunidade, razão pela qual se estima imprescindível a atuação da Administração Pública.</p>
<p>Mas há casos &#8211; como os notados pelo registrador promovente da representação &#8211; em que a regularização não depende da Administração Pública &#8211; seja porque simplesmente não lhe interessa, por não render dividendos políticos, seja porque a Administração não pode abarcar a microinformalidade sideral representada pela marginalidade jurídica de pequenos proprietários que povoam as grandes cidades.</p>
<p>Estes pequenos proprietários estão localizados no coração da cidade, centro de São Paulo, acomodados em condomínios instituídos nas décadas de 40 e 50 e que sofreram a desgraça &#8211; dela ainda padecem! &#8211; de se instrumentalizarem as vendas com base em contratos particulares de compromisso de compra e venda, cessões, promessas de cessões, etc. Tais contratos são a rota do inferno fundiário.</p>
<p>Quanto essa informalidade representa hoje? Sempre me inclino à idéia de patrocinar uma pesquisa nos cartórios para ver quantos registros foram feitos a esta altura a partir de instrumentos particulares e quantos o foram por escritura pública. Ainda realizo a pesquisa!</p>
<p>Começo a suspeitar de que qualquer iniciativa de regularização fundiária somente poderá ter algum êxito se a Administração puder oferecer um estímulo econômico a esta população marginalizada &#8211; a exemplo do que o registro civil representou para os índios.</p>
<p>Chego a pensar que a lei urbanística deveria conceber uma sanção premial a todos aqueles que se empenhassem na regularização de sua situação dominial. Antes que alguém pense que estamos a tratar do esposo de Dalila, é bom dizer que sanção não é apenas castigo, pena, represália. &#8220;Sanção&#8221; é a conseqüência, favorável ou desfavorável, que decorre do cumprimento ou transgressão de uma norma. Ou, como prefere o Aurélio, &#8220;pena ou recompensa com que se tenta garantir a execução de uma lei&#8221;.</p>
<p>Voltando ao tema, bem caberia a estatuição de uma sanção premial para o cumprimento da regra da obrigatoriedade do registro que vem claramente disposta no art. 13 c.c. art. 169 c.c. art. 244 da Lei 6.015, de 1973. Todos sabem que o registro é obrigatório e que os relevantes efeitos do não-registro são olimpicamente ignorados pelos operadores do direito em parte porque simplesmente desprezados pelos tribunais brasileiros. Entre os efeitos mais importantes do registro se acham a inoponibilidade de direitos não-inscritos e a inversão do ônus da prova. Mas este assunto fica para uma outra oportunidade. Somente anoto que a razão primeira de não se tentar a via da transparência e regularidade que os registros representam talvez esteja localizada no preconceito injustamente dirigido aos cartórios brasileiros.</p>
<p>Enfim, agora que o Município de São Paulo instituiu mais um imposto sobre os notários e registradores paulistanos, talvez seja o momento de a Prefeitura tomar a iniciativa de regularizar a situação de milhares de paulistanos que estão à margem do sistema econômico.</p>
<p>Volto ao assunto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/registradores.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/registradores.wordpress.com/382/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=382&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cartorios.org/2008/12/20/regularizacao-fundiaria-e-a-sancao-premial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b42e9675f12546e9af0da5c05877482e?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">iacominvs</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tio Sam e a fé pública</title>
		<link>http://cartorios.org/2008/12/05/tio-sam-e-a-fe-publica/</link>
		<comments>http://cartorios.org/2008/12/05/tio-sam-e-a-fe-publica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 10:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>iacominvs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartórios]]></category>
		<category><![CDATA[notário]]></category>
		<category><![CDATA[Hipotecas]]></category>
		<category><![CDATA[notários]]></category>
		<category><![CDATA[Registro de Imóveis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://registradores.wordpress.com/?p=363</guid>
		<description><![CDATA[O defectivo sistema de segurança jurídica preventiva nos EEUU nos é mostrado por reportagem do Daily News. É possível vender em poucos minutos o Empire State Building. <a href="http://cartorios.org/2008/12/05/tio-sam-e-a-fe-publica/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=363&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-366 alignnone" title="dailynews2" src="http://registradores.files.wordpress.com/2008/12/dailynews2.jpg?w=500" alt="dailynews2"   /></p>
<p>Entre outras podres delícias, o Tio Sam exportou para o mundo a crise decorrente das suas hipotecas podres.</p>
<p>Foi a primeira fissura no imaginário ingênuo daqueles que ainda acreditavam, em pleno século XXI, que o que é bom para os EEUU é bom para esta Selva de Papagaios.</p>
<p>Falo do seu <em>sistema registral </em>- com o perdão da expressão &#8211; em que tudo parecia ser muito simples,  rápido, eficiente  e econômico. Para muitos dos que atuam no mercado imobiliário tupiniquim, os modelos de securitização e sua base jurídica de segurança estrutural &#8211; sistemas de seguros de títulos e registros administrativos &#8211; eram <em>tudo de bom</em>.</p>
<p>&#8220;Amo tudo isso&#8221; &#8211; dizia o empolgado colega do crédito imobiliário, entre um Mac e uma taça generosa de café, macaqueando os <em>players</em> da Fannie Mae and Freddie Mac. Para ser moderno basta acreditar nessas entidades  e apostar na roleta de ações.</p>
<p>Pena que tudo isso deu sumiço e ruiu ruidosamente. Tudo muito ruim, seu moço!</p>
<p>Mas pra quem não conhece muito bem o <em>sistema registral, </em>com o abuso da expressão, recomendo a leitura da patética reportagem do <em>Daily News, </em>edição de <a href="http://www.nydailynews.com/money/2008/12/02/2008-12-02_it_took_90_minutes_for_daily_news_to_ste.html" target="_blank">2 de dezembro de 2008</a> &#8211; <em>It took 90 minutes for Daily News to &#8216;steal&#8217; the Empire State Building.</em></p>
<p>Inacreditável: venderam o Empire State Building! E com o apoio de um  &#8220;notário&#8221; &#8211; notaram como uma vez mais é preciso metaforizar esta prosa?</p>
<p>Os 102 anos de história testemunharam o simulacro que consumiu alguns poucos minutos &#8211; preenchimento de formulários, atuação de notário e pimba! tudo muito simples, rápido, eficiente e econômico.</p>
<p>Pena que nada disso é seguro. Mas afinal, em tempos pós-modernos, em que tudo que é sólido desmancha no ar, em que a realidade é surpreendida por seus arremedos tecnológicos, para que segurança?</p>
<p>Depois de tentar, arriscar e fracassar, tente de novo: <em>game over!</em></p>
<p>(Vale a pena ler a nota publicada no <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/12/03/jornal_consegue_roubar_titularidade_do_empire_state_em_90_minutos_3103781.html">Último Segundo</a>).</p>
<p><span id="more-363"></span>O &#8220;The New York Daily News&#8221; revela hoje em sua edição impressa como conseguiu obter a titularidade do edifício com a ajuda de documentos e notário falsos.</p>
<p>Segundo o jornal, os responsáveis por este grande golpe só tiveram que preencher papéis falsos e, em menos de 90 minutos, eram o novo proprietário do edifício escalado por King Kong em 1933, por US$ 2 bilhões.</p>
<p>Para dar impressão de realidade à fraude, o &#8220;New York Daily News&#8221; fingiu ser uma empresa chamada Nelots Properties &#8211; nelots é stolen (roubado) ao contrário.</p>
<p>Além disso, na documentação colocou como testemunha da transação o nome de Fay Wray, a atriz que interpretou Ann Darrow, a loira que seduziu King Kong, e como notário o ilustre ladrão de bancos Willie Sutton.</p>
<p>O &#8220;golpe&#8221; foi dado na segunda-feira passada e, segundo os promotores, buscava demonstrar o perigo de uma brecha legal que existe na regra local pela qual não se requer a intervenção de um funcionário para verificar a informação fornecida neste tipo de transações.</p>
<p>Apesar de ter ficado claro que o roubou não ficaria em segredo por muito tempo, no caso de imóveis mais modestos pode ser que sejam fechadas vendas inclusive sem que o proprietário saiba, como queria denunciar o &#8220;New York Daily News&#8221;.</p>
<p>O jornal, que não forneceu todos os detalhes da operação para nao facilitá-la, &#8220;devolveu&#8221; o edifício a seus donos, a empresa Empire State Land Associates, após 24 horas.</p>
<p>O periódico diz que, quando a transferência é aprovada, é fácil conseguir uma hipoteca.</p>
<p>Isso porque &#8220;os intermediários, os representantes das companhias, os bancos que fazem empréstimos, os advogados e outras pessoas relacionadas ao processo hipotecário não costumam verificar a identidade e outra informação fornecida pelos usurpadores&#8221;.</p>
<p>Em 2007, as denúncias de atividades suspeitas apresentadas por instituições financeiras e relacionadas com empréstimos hipotecários aumentaram em 31% frente ao ano anterior, de acordo com dados do FBI (Polícia federal americana) citados pelo jornal. EFE mgl/db.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/registradores.wordpress.com/363/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/registradores.wordpress.com/363/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartorios.org&#038;blog=1534620&#038;post=363&#038;subd=registradores&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cartorios.org/2008/12/05/tio-sam-e-a-fe-publica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/b42e9675f12546e9af0da5c05877482e?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">iacominvs</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://registradores.files.wordpress.com/2008/12/dailynews2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">dailynews2</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
