Elvio Pedro Folloni era um homem manso e pacífico. Assim o conheci, assim permaneceu, firme e sereno, ao longo de todos esses anos em que compartilhamos o oficialato em São Paulo.
Avesso aos conflitos, com seu jeito suave, sempre acolhia os colegas com um sorriso amoroso. Não privava de sua íntima amizade — éramos colegas de ofício —, mas sempre o admirei pelo seu caráter de retidão e mansidão.
Nestes dias difíceis de desinteligência e arroubos de vanidade, perder um companheiro com suas qualidades representa uma falta que há de ser muito sentida.
Partiu em 25/4/2017. Não pude me despedir do velho companheiro, este gigante gentil.
Fica a memória da última ocasião em que estivemos juntos. Numa reunião de ânimos exaltados, do outro lado da mesa divisava seu olhar tranquilo e complacente. Dizia-me muito sem pronunciar uma só palavra. Somente assim os Homens hão de se entender: com amor e solidariedade.
Até breve, Elvio. Todos nos encontraremos nesta esquina dramática e redentora.

