Gatos de botas e bacamarte

O Velho mandou-me uma cartinha autografada num cartão amarfanhado. Com sua letrinha caprichada, disse:

“Gatinhos e gatões, boa tarde.

Isto tudo é pura diversão e perversão. Tradução e traição. Os idiotas acham que o Gato se vendeu como lebre no comércio das ideologias. Uma farsa histórica, ululam carbonários de falsa estola.

A crítica arremete feito cão lebréu sob o céu de diamantes.

O Gato não foi Sardinha, entenderam basbaques? Nem Staden, nem Hyeronimus, um belo assado.

Erram em torno do próprio juízo e anacronizam com pirotecnia de fancarias.

Escriba! Eu acredito em gatos de botas e bacamartes. Creio que somos sucupiras andando feito Jânios. Passageiros nesta terra de cretinos que de nós contarão histórias, poucas memórias, mas todas fesceninas e algumas atrozes”.

Pobre homem atormentado. Quem liga quando se lixa feito lagartixa?

2 comentários sobre “Gatos de botas e bacamarte

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